A prática regular de exercício físico tem benefícios comprovados para a saúde e para o bem-estar geral. Em conjunto com outras alterações de estilo de vida – como a alimentação saudável e o sono adequado -, o exercício pode ajudar a prevenir e a gerir doenças.

Nesse sentido, segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), os adultos devem praticar, ao longo da semana, pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada. Mas que benefícios são esses?

A propósito do Dia Mundial da Atividade Física, que se assinala todos os anos a 6 de abril, o Viral reuniu sete benefícios de praticar exercício físico regularmente.

Promoção da saúde cardiovascular

A prática regular de exercício físico tem um efeito benéfico sobre vários fatores de risco conhecidos para as doenças cardiovasculares.

Num artigo da American Heart Association (AHA) refere-se que o exercício físico “pode ajudar a reduzir a pressão arterial” e “os níveis de colesterol ‘mau’ no sangue”, bem como o colesterol total, e pode, por outro lado, “aumentar o colesterol ‘bom’”.

Além disso, “pode reduzir os níveis de glicose no sangue e ajudar a insulina a funcionar melhor”, o que tem o potencial de “diminuir o risco de síndrome metabólica e diabetes tipo 2”, refere-se num texto do MedlinePlus (um site de informação sobre saúde que pertence aos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos).

Sabe-se, ainda, que o exercício físico fortalece o coração e melhora a circulação. “O aumento do fluxo sanguíneo eleva os níveis de oxigénio no organismo”, o que “ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas, como a doença arterial coronária e o enfarte”, acrescenta-se.

Gestão de doenças crónicas

A prática regular de atividade física pode ajudar a gerir doenças crónicas, como complemento ao tratamento.

Por exemplo, reduz a dor e melhora a funcionalidade, “o humor e a qualidade de vida dos adultos com artrite”, aponta-se num texto dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla inglesa).

Também facilita “as atividades da vida quotidiana” e promove “a independência das pessoas com deficiência”.

Segundo a OMS, “está comprovado que a prática regular de atividade física ajuda a controlar” patologias, tais como: doenças cardíacashipertensão, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e vários tipos de cancro”.

As pessoas com diabetes, por exemplo, beneficiam da prática regular de exercício físico por afetar “favoravelmente a capacidade do organismo de utilizar a insulina para controlar os níveis de glicose no sangue”, lê-se no artigo da AHA.

Controlo do peso

Tanto a alimentação como a atividade física desempenham um papel fundamental na gestão do peso.

Seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, praticar, ao longo da semana, pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada (no caso dos adultos) tem vários benefícios para a saúde, tais como a gestão e a manutenção do peso.

Quando o objetivo é perder peso, é necessário estar em défice calórico, ou seja, consumir menos calorias do que as que se gastam. A melhor forma de atingir o défice calórico é praticar exercício físico com regularidade (cuja frequência e intensidade deve ser ajustada consoante a pessoa e os objetivos) e ter uma alimentação equilibrada e saudável.

Aumento da força e massa muscular

A prática de atividades de fortalecimento muscular, como o levantamento de pesos, ajuda a aumentar ou a manter a massa e a força muscular.

Este tipo de exercícios é particularmente “importante para os idosos, que sofrem uma redução da massa e da força muscular com o envelhecimento”, sublinha-se no texto dos CDC.

Para os idosos, “isto pode significar manter a independência, como, por exemplo, conseguir sentar-se e levantar-se de uma cadeira ou da cama sem ajuda”.

Aumentar de forma gradual o peso que se levanta e o número de repetições no âmbito destas atividades vai proporcionar “ainda mais benefícios, independentemente da idade”, acrescenta-se.

Fortalecimento dos ossos

Segundo um texto da American Academy of Orthopaedic Surgeons, “o exercício físico atua nos ossos de forma muito semelhante à que atua nos músculos – torna-os mais fortes”.

Neste contexto, o exercício físico é importante durante todas as fases da vida, já que é fundamental “para construir ossos fortes quando somos mais jovens e é essencial para manter a resistência óssea à medida que envelhecemos”.

Como o osso é um tecido vivo, explica-se, “muda ao longo do tempo em resposta às forças a que é submetido”. Assim, quando se pratica exercício físico regularmente, “os ossos adaptam-se, formando mais tecido ósseo e tornando-se mais densos”.

Para mais, a atividade física “melhora o equilíbrio e a coordenação”. Isto é muito importante “à medida que envelhecemos, porque ajuda a prevenir quedas e as fraturas que delas podem resultar”, lê-se no mesmo texto.

Impacto positivo na saúde mental e no bem-estar geral

Durante o exercício, “o corpo liberta substâncias químicas que podem melhorar o humor e fazer com que se sinta mais relaxado”, refere-se no texto do MedlinePlus.

Atividades como andar, correr ou praticar algum desporto, por exemplo, “correlacionam-se positivamente com níveis mais elevados de bem-estar, mais energia física e psicológica, humor mais positivo e menores níveis de stress”, esclarece-se num documento da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).

A atividade física também se tem revelado útil “numa variedade de condições neurológicas e psiquiátricas”, incluindo a redução do risco de demência e de depressão, a diminuição da ansiedade e “a melhoria da função cognitiva”, salienta-se num texto da American Psychiatric Association (APA).

Melhoria da qualidade do sono

“A prática de exercício físico, idealmente ao acordar e ao ar livre, contribui para regular o sono e promover a sua qualidade”, lê-se num “guia do sono” da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).

A evidência disponível revela ainda que “a prática adequada de exercício físico pode aliviar problemas relacionados com o sono”, sublinha-se num texto da Sleep Foundation.

Por outro lado, os estudos também sugerem que um sono insuficiente ou de má qualidade pode levar à prática insuficiente de atividade física no dia seguinte, ou seja, “o sono e o exercício físico têm uma relação bidirecional”.

No fundo, “otimizar a rotina de exercício físico pode potencialmente ajudá-lo a dormir melhor, e dormir o tempo suficiente pode promover níveis mais saudáveis de atividade física durante o dia”, explica-se.

De: https://viral.sapo.pt