O calor parece ter vindo para ficar. Segundo um comunicado do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se que, ao longo da semana, “a temperatura mínima apresente valores entre 15 e 25°C e a temperatura máxima entre 22 e 42°C, com os valores mais elevados no interior”.
Neste artigo, reunimos as recomendações das autoridades de saúde para os próximos dias e explicamos como pode agir em caso de insolação.
Como proteger-se do calor?
“Para se proteger dos efeitos negativos do calor intenso mantenha-se informado, hidratado e fresco”, sublinha-se num texto da Direção-Geral da Saúde (DGS) com recomendações para os dias mais quentes.
É importante “beber água, mesmo quando não tem sede” e evitar “o consumo de bebidas alcoólicas e com cafeína”.
Aconselha-se que “permaneça em ambientes frescos ou climatizados, com sombras e circulação de ar”, e que “mantenha as janelas, persianas e estores fechados nos períodos de maior calor, ou em zonas com risco de poeiras dos incêndios”.
Deve evitar a exposição direta ao sol, “principalmente entre as 11h00 e as 17h00”, sendo fundamental utilizar “protetor solar com fator igual ou superior a 30” e renovar a “aplicação de 2 em 2 horas, inclusive após banhos na praia ou piscina”.
A utilização de “roupas claras, leves e largas, que cubram a maior parte do corpo, chapéu e óculos de sol com proteção ultravioleta” também é recomendada pela DGS.
Em dias de muito calor é essencial evitar “atividades no exterior que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente, desportivas e de lazer”.
Caso o trabalho não permita evitar a exposição ao sol e ao calor, aconselha-se utilizar “fardamento que cubra a maior área de superfície corporal, incluindo um chapéu”, manter a ingestão regular de água ao longo do dia e permanecer em locais frescos nos períodos de pausa.
Estes cuidados são especialmente importantes para “grupos mais vulneráveis ao calor, tais como crianças, pessoas idosas, doentes crónicos, grávidas, trabalhadores com atividades no exterior”.
O que fazer em caso de insolação?
No site da Organização Mundial da Saúde (OMS) explica-se que a quantidade de calor armazenada no corpo humano é determinada por uma combinação de três fatores: “a incapacidade de eliminar o calor gerado internamente pelos processos metabólicos devido ao stress térmico ambiental” (por exemplo, temperatura elevada); “o vestuário que cria uma barreira à perda de calor”; e “o ganho de calor externo proveniente do ambiente”.
A insolação ocorre quando “os mecanismos habituais que o organismo tem para arrefecer o corpo falham”, devido à “exposição prolongada ao calor”, adianta-se num texto publicado no site do INEM.
O esforço a que o corpo é submetido ao tentar arrefecer-se “também sobrecarrega o coração e os rins”, sublinha a OMS. Consequentemente, “as condições de calor extremo podem agravar os riscos para a saúde decorrentes de doenças crónicas (doenças cardiovasculares, mentais, respiratórias e relacionadas com a diabetes) e causar lesão renal aguda”.
Segundo o texto do INEM, os sintomas comuns de uma insolação são: “dores de cabeça intensas”; “a vítima sente-se muito quente, mas não consegue transpirar”; “pele muito seca e quente”; “temperatura corporal acima dos 40ºC”; “a respiração pode estar rápida e o pulso parecerá forte”; e “a vítima fica confusa e pode perder rapidamente a consciência”.
Estamos perante “uma emergência médica” e é necessário ligar imediatamente para o 112. Enquanto se aguarda pela assistência médica, é importante levar a vítima para um local fresco e refrescá-la, “passando água à temperatura ambiente por todo o corpo” com uma toalha, um chuveiro ou uma esponja, por exemplo.
