O historial familiar de doenças como a obesidade, a diabetes do tipo 2 e alguns tipos de cancro pode aumentar o risco de desenvolver essas doenças. Será que ter antecedentes familiares que tenham sofrido um enfarte agudo do miocárdio também aumenta o risco de ter um ataque cardíaco?

Ter histórico familiar de enfarte pode aumentar o risco de sofrer um ataque cardíaco?

Sim. Ter familiares que já sofreram um enfarte agudo do miocárdio pode ser um fator de risco para desenvolver problemas cardíacos semelhantes, incluindo ataque cardíaco. No entanto, não é uma sentença, já que outros fatores influenciam significativamente o risco.

Num texto explicativo publicado no site do SNS 24, esclarece-se que “quem tem história familiar precoce de enfarte (homens com menos de 55 anos ou mulheres com menos de 65 anos) também está em maior risco de sofrer um enfarte”.

“Isto pode significar predisposição genética a colesterol alto, pressão arterial alta, inflamação crónica, resistência à insulina e alterações no funcionamento das artérias coronárias (vasoconstrição ou espasmo, agregação plaquetária, etc.)”, acrescenta-se.

No mesmo sentido, num texto da British Heart Foundation, aponta-se que, “se tiver antecedentes familiares de doenças cardíacas ou circulatórias, poderá ter um risco mais elevado de desenvolver condições que podem conduzir a um ataque cardíaco ou a um acidente vascular cerebral”.

Além de partilharem genes, “as famílias partilham frequentemente características e hábitos semelhantes que podem aumentar o risco de desenvolverem a mesma doença”, como explica a British Heart Foundation.

Entre os exemplos apontados estão o ambiente em que se vive, como residir numa zona com elevados níveis de poluição atmosférica; o estilo de vida, incluindo fumar, ter pouca atividade física ou lidar com elevados níveis de stress; e a alimentação, como o excesso de peso ou o consumo excessivo de sal, açúcar, gordura e álcool.

Estes fatores, aliados à predisposição genética, ajudam a perceber porque é que o historial familiar constitui um indicador importante do risco cardiovascular.

Como reduzir o risco de ter um enfarte agudo do miocárdio?

Assim como alguns fatores podem aumentar o risco de enfarte, outros desempenham um papel protetor.

A prevenção de um ataque cardíaco passa pela “adoção de um estilo de vida saudável e pelo controlo de fatores de risco”, segundo a informação disponibilizada no site do SNS24.

Isto significa, por exemplo, “deixar de fumar”, fazer um “controlo rigoroso da alimentação”, praticar “exercício físico” e “apresentar os valores recomendados de pressão arterial, colesterol e glicemia”.

No que diz respeito à alimentação, o serviço nacional de saúde britânico (NHS, na sigla inglesa) recomenda “procurar seguir uma dieta de estilo mediterrânico”.

Isto significa “comer mais pão integral, arroz e massa, bem como fruta, legumes e peixe, e menos carne” e substituir gorduras como a manteiga por “produtos à base de óleos vegetais, como o azeite”.

De: https://viral.sapo.pt