A Direção-Geral da Saúde lançou um manual de atividade física adaptada para pessoas com doença de Parkinson, através do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física (PNPAF).

De acordo com a informação disponível no site da DGS, “este é o 11.º manual de uma coleção que procura responder à escassez de recursos práticos e consistentes para profissionais na área da promoção da atividade física adaptada, apoiando a prescrição e implementação de programas mais seguros, eficazes e ajustados às necessidades de cada pessoa”.

Nesse sentido, todos os manuais contam com coordenação editorial da equipa do PNPAF e de Leonor Moniz Pereira, professora da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa.

Cada edição específica fica à responsabilidade de autores especializados nas respetivas áreas. O manual de atividade física adaptada para pessoas com Parkinson é da autoria de Josefa Domingos, Catarina Godinho, Júlio Belo Fernandes e Marcelo Mendonça.

O exercício físico e o desporto adaptado “são cada vez mais reconhecidos como fatores complementares ao tratamento da DP [doença de Parkinson], contribuindo para a melhoria da capacidade física, mobilidade funcional, bem-estar cognitivo e qualidade de vida da pessoa”, sublinha-se no manual.

A evidência científica mostra que as pessoas com Parkinson que praticam exercício físico regular “apresentam um declínio mais lento na qualidade de vida em comparação com os mais sedentários”.

Os benefícios do exercício, neste contexto, abrange “diversos focos, tais como a marcha, o equilíbrio, a flexibilidade, a coordenação motora, a resistência, as capacidades cognitivas e a qualidade do sono”.

A prática regular de exercício está ainda associada “à redução de problemas como quedascongelamento da marchadepressão e ansiedade”, lê-se no mesmo documento.

De: https://viral.sapo.pt